Terá amor no carnaval de Brasília?

suvaco

A singela frase dos brasilienses dizem “O céu é o mar de Brasília” combina muito bem com o carnaval, a diversidade de cores se multiplica com a imensidão azul, fantasias, mascarás, purpurinas, tinta pelo corpo, aliado ao clássico isoporzinho cheio de cervejinhas geladas. Carnaval de rua é uma festa popular trazida pelo Portugueses desde o século XVIII no Brasil, se popularizou rapidamente em todo o país, porém deparamos com o histórico de violência que infelizmente é um problema social em qualquer estado.

Em Brasília houve alguns blocos de rua de pré-carnavais e lastimavelmente ocorreu uma morte seguido de outro cidadão ferido a tiros, num lugar que deveria dar alegria, trouxe a tona tristeza de familiares, seria consequência de uma sociedade onde existe uma má gestão de educação base? seria a acomodação/banalização da violência em nossa percepção do dia dia? levante a mãozinha aqui quem nunca se deparou com vídeos gores enviado pelo seu “colega” seja no whatssap/facebook? se a uma verdade concreta é que não nos chocamos mais com a violência.

“A violência e a barbárie desconcertam, enquanto os discursos sobre elas, sejam históricos, sociológicos ou mesmo filosóficos, deixam-nos insatisfeito. A interpretação histórica da violência, dos massacres passados, dos conflitos e das crueldades, praticamente não permite, na hora habitual “captar” em sua desorientadora atualidade o que se passa sob nossos olhos (“Lugares para História de “ARLETTE FARGE”)

A desorientação está em todos nos, ora, vivemos rodeados de insatisfação, ignorância, má educação, todos possíveis geradores de violência verbal ou física, resultante de inúmeras consequências nada gratificante. A reflexão precisa ser encarada como uma forma de dar novas opções e tentar não gerar um ato negativo na vida dos outros e a nossa. No carnaval, quem nunca foi empurrado? ou teve a namorada assediada por um bêbado perdido no folião? as mulheres solteiras então?  desrespeitadas até a última purpurina do seu rosto. As vezes o detalhezinho que estamos acostumados a deixar pra lá, gerado pela violência, se torna um trauma e consequentemente mais um medo em nossa lista de atributos da vida que esperamos superar um dia.

Curta o carnaval, alegre-se, viva e cante com os blocos de rua, não deixe que o céu azul sendo o mar de Brasília se torne o céu coberto de vermelho, que as marchinhas de rua não seja um velório fúnebre de lamúrias, e nem de traumas, aproveite ao máximo o lado bom da vida.

 

 

 

 

 

 

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